O que o z13 tem que os outros não têm?

A IBM lançou em janeiro de 2015 o mais novo mainframe da família z System: o z13. Depois de um projeto de cinco anos, US$ 1 bilhão em investimentos, 500 novas patentes e um trabalho que contou com a colaboração de cerca de 60 clientes, esta máquina promete elevar (e muito) a régua a ser superada pelos  grandes servidores.

O z13 foi desenvolvido focando claramente o crescimento explosivo das transações on-line, principalmente em plataforma móvel. Imagine você fazendo uma compra no seu celular. Ao confirmar a compra, várias  operações em cadeia serão executadas para completar a sua transação: aprovação de cartão de crédito, atualização de estoque, emissão de fatura, ordem de entrega…  seracontecerão com o objetivo claro de se tornar referência

O z13 foi desenvolvido focando claramente o crescimento explosivo das transações online, principalmente em plataforma móvel. Com este modelo, a IBM promete processar mais de 30.000 transações por segundo, ou cerca de 2,5 bilhões de transações por dia, o equivalente a 100 Cyber Mondays processados por um único computador, todos os dias.

Os números são tão altos que corremos os riscos de perder a noção do que isso realmente significa.

Imagine você fazendo uma compra no seu celular. Ao confirmar a compra, várias operações em cadeia serão executadas para completar a sua transação: aprovação de cartão de crédito, atualização de estoque, emissão de fatura, ordem de entrega, registro no CRM… só para citar algumas. Agora imagine isso acontecendo 2,5 bilhões de vezes por dia e você terá uma ideia do quanto esse equipamento tem que garantir não só em termos de comunicação e processamento mas também em capacidade de armazenamento. Se tudo isso fosse registrado numa única tabela de dados, essa tabela cresceria na ordem de 2,5 bilhões de registros todos os dias.

Cada processador do z13 equivale a 3,99 bilhões de transistores, fabricados com arquitetura CMOS, podendo contar com seis, sete ou oito núcleos. Uma única torre pode conter até 141 desses processadores. No anúncio de lançamento, a IBM informou que toda essa capacidade de processamento está disponível para viabilizar criptografia e análise de fraude em tempo real, recursos cada vez mais essenciais num mundo onde as expressões “on-line”, “real time” e “mobile” aparecem em todos os segmentos.

A capacidade de consolidação de servidores através da virtualização é outro diferencial destacado pelo fabricante. Os hipervisores disponíveis no z/OS suportam até 8.000 servidores rodando Linux. A comparação dos custos de propriedade (TCO) de uma solução baseada em um único z13 com uma topologia baseada em 8.000 máquinas x86 parecem dar clara vantagem para o primeiro.

 

Esse equipamento tem muitos outros aspectos bem interessantes, como a capacidade de continuar funcionando durante m terremoto de 8.0 na escala Richter (!). Se quiser ver essas e outras peculiaridades de uma máquina tão diferenciada, dá uma olhada no vídeo abaixo.

Um grande abraço!


 

Publicado por

P.A.Dias

Paulo André tem mais de 30 anos de experiência em desenvolvimento e manutenção de sistemas em plataforma mainframe. Atuou como programador, analista, coordenador técnico, gerente e executivo de projetos em uma multinacional da área de Tecnologia da Informação.

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